sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marcha para Jesus 2012 traz ação de sustentabilidade e serviços de saúde e cidadania



A organização da Marcha para Guarulhos vai repetir em 2012 uma ação de sustentabilidade: a coleta seletiva no decorrer da caminhada que, este ano, será feita em parceria com o IDECON e com a Cooperativa Recicla Cidadão. Equipes estarão espalhadas pelo evento fazendo o recolhimento do material. Os participantes também poderão colaborar ao descartar o lixo nos locais corretos ao invés de jogá-los em vias públicas. E para envolver os participantes, a Marcha para Jesus de Guarulhos 2012 contará com bonecos gigantes em forma de latinha e garrafa pet, tudo para incentivar o descarte. A coleta seletiva e a reciclagem de lixo são iniciativas importantes para o meio ambiente. Todo o lixo arrecadado sairá em caminhões específicos para este fim.


Ação social

Ao longo dos shows, os participantes da Marcha poderão contar com serviços de saúde e cidadania. A Organização das Igrejas colocará à disposição do público equipes e materiais para diversos atendimentos à população (veja abaixo).

  • Teste de diabetes
  • Teste de glicemia
  • Aferição de pressão arterial
  • Corte de cabelo
  • Manicure
  • Pedicure
  • Higienização da pele
  • Orientação antidrogas
  • Atendimento pastoral
  • Atendimento jurídico e Procon
  • Informações sobre o combate a dengue
  • Exame de vista

Já as crianças terão diversão garantida no Espaço Kids. E para exercitar a solidariedade, haverá ainda postos da campanha de doação de agasalho.

3ª Feira Cultural LGBT de Guarulhos

Da redação

Neste sábado (23), a praça Getúlio Vargas, no Centro de Guarulhos, será palco da 3ª Feira Cultural LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis).

A Feira faz parte da programação da Semana da Diversidade Sexual, que tem como tema este ano: “Para garantir cidadania, vote contra a homofobia”.
A atração principal da Feira fica por conta da cantora pop Kelly Key às 19 horas.
Além disso a feira terá atrações como tendas de comidas, bebidas, artesanato e produtos temáticos; orientação jurídica, psicológica, religiosa inclusiva e de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis (DST/AIDS); palestras, gincanas e jogos; shows de Gogo Boys, Gogo Girls e Drag Queen, além da distribuição de brindes.
A Semana da Diversidade se encerra no domingo (27), com a 7ª Parada Gay Guarulhos.
Ainda no sábado o Instituto Diet premiará com o troféu “O Babado” entidades que contribuem na prevenção da Aids o evento ocorre na rua
Padre Celestino, 197, Centro, 22 h.
SERVIÇO
3ª Feira Cultural LGBT. Local:Praça Getúlio Vargas, Centro de Guarulhos. Data: 26 de maio. Horário: a partir das 10 horas. 


Saiba mais

DE Guarulhos Sul realiza cadastro emergencial


GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
COORDENADORIA DE ENSINO DA REGIÃO METROPOL. DA GRANDE SÃO PAULO
DIRETORIA DE ENSINO - REGIÃO DE GUARULHOS SUL



CADASTRO EMERGENCIAL DE DOCENTES-ANO 2012.

Tendo em vista o disposto na Resolução SE-23, de 23-02-2012, a Dirigente Regional de Ensino da Diretoria Regional Guarulhos Sul torna pública a abertura de cadastro emergencial para docentes.
Poderão se cadastrar:
·          Os portadores de habilitação ou qualificação para ministrar aulas das disciplinas que compõem as matrizes curriculares das escolas da rede estadual de ensino, dos Centros de Educação de Línguas, da Educação Especial, e os portadores de diploma de Pedagogia, com habilitação para as Séries Iniciais do Ensino Fundamental e/ou Matérias Pedagógicas do Ensino Médio, que não participaram da Inscrição e do Processo Seletivo Simplificado para Docentes no ano de 2011;
  • Os docentes e candidatos que, mesmo inscritos no processo seletivo, NÃO REALIZARAM A PROVA por qualquer motivo, desde que portadores das habilitações ou qualificações para a docência nas disciplinas específicas dispostas neste edital;

PERÍODO DE INSCRIÇÃO: De 22/05/2012 a 01/06/2012.
LOCAL: Diretoria de Ensino da Região de Guarulhos Sul, no PLANTÃO DE SUPERVISORES.
HORÁRIO: Das 09h às 12h e das 13h às 16h.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (DOCENTES HABILITADOS):
  • Cópia Reprográfica do Diploma ou Certificado de Conclusão;
  • Cópia Reprográfica do Histórico da Graduação;
  • Cópia Reprográfica dos documentos pessoais (RG e CPF);
No caso de aluno/ estudante:
  • Cópia Reprográfica do Atestado de Matrícula, ATUALIZADO;
  • Cópia Reprográfica do Histórico da Graduação, ATUALIZADO;
  • Cópia Reprográfica dos documentos pessoais (RG e CPF);

ATENÇÃO
  • NO ATO DO CADASTRO, O DOCENTE INTERESSADO DEVERÁ APRESENTAR OS DOCUMENTOS ORIGINAIS.
  • NO ATO DO CADASTRO, É OBRIGATÓRIA A APRESENTAÇÃO DE UM ENDEREÇO DE E-MAIL.
  • SERÃO INDEFERIDOS OS CADASTRAMENTOS DE DOCENTES:
1.   Que apresentarem documentação parcial ou desatualizada com relação ao ano de 2012;
2.   Que não apresentarem endereço de e-mail;
  • PUBLICAÇÃO DA LISTAGEM DOS CANDIDATOS INDEFERIDOS: 05/06/2012, NA SEDE DA DIRETORIA DE ENSINO E NO SITE DA D.E. 

Fonte: dergsu

Professor Anderson Luz

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sesi Guarulhos realiza ação Comunitária





O Sesi (Serviço Social da Indústria) e o Clube Lions de Guarulhos, com o apoio de várias entidades de Guarulhos, realizarão dia 26 de maio um dia de Ação Comunitária, voltado à população carente do município.

Serão oferecidos serviços gratuitos como:

Testes de Glicemia (diabetes)
Exame de Glaucoma
Aferição de pressão arterial
Teste rápido de HIV
Fonoaudiologia
Orientação jurídica
Consulta ao SCPC
I° via do RG
Saúde da mulher
Saúde do idoso
Avaliação bucal
Corte de cabelo
Massagem
Manicure
Atrações de entretenimento
Brinquedos infláveis e
Jogos

O dia de Ação Comunitária acontecerá no Sesi Guarulhos, localizado à rua Benedito Caetano da Cruz, 566, Jardim Adriana - Guarulhos, das 9h às 17h.

Professor Anderson Luz

Remédios para tratamento da Duchenne

Esses remédios são os que o meu filho toma diariamente para o tratamento da Duchenne, mas muda de paciente para paciente, dependendo do médico ao qual ele faz tratamento.

1. Carvedilol 12,5 mg (2 ve

2. Enalapril 5 mg

3. Alendronato 10 mg

4. Monaless 600 mg

5. Carbonato de Cálcio 600 mg + Vitamina D 400 UI

6. Deflazacorte 30 mg

7. Ômega 3 - 100 mg

O objetivo da divulgação desta lista é informar os pacientes que por ventura utilizam algum desses remédios saibam onde encontrar gratuitamente.

Guarulhos

Farmácia do Cemeg
Rua Dona Antônia, 965
Vila das Palmeiras
Fone: 2472-5481 (direto)
(remédios 2 e 3)

CEAF (Farmácia de alto custo)
Av. Emílio Ribas, 1126
Gopoúva
Fone: 2408-5883 / 5887


São Paulo

AME Maria Zélia
Rua Jequitinhonha, 360
Belenzinho
Fone: 3583-1973
(este é o endereço para abrir um processo administrativo e depois retirar na UDTP)

UDTP (Unidade Dispensadora Tenente Pena)
Rua dos Italianos,
Bom Retiro
Fone: 3222-4061 / 3222-3236 / 3223-0770
(este é o local para retirada dos medicamentos)
(Remédios 1, 5 e 6)

Outros endereços


Farmácia de Alto Custo - Centro de Saúde - Vila Mariana 
Descrição: Dispensação de medicamentos de alto custo para pacientes portadores de câncer, esclero, lupus, artrite, Parkinson, Alzheimer, fenilcetonúria, etc.; pacientes previamente cadastrados.   
E-mail: rosarianl@ig.com.br
Telefone: (11) 5549-1129 , (11) 5571-3045
Endereço: Rua Domingos de Moraes, 1947 - Térreo
CEP: 04009-003 - São Paulo

Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Araraquara 
Descrição: Dispensação de medicamentos de alto custo, mediante critérios estabelecidos nos protocolos de medicamentos do Ministério da Saúde. 

Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Barretos 
Descrição: Dispensação de medicamentos de alto custo em conformidade com os protocolos técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a pacientes pertencentes aos 19 municípios sob jurisdição da DIR IX - Barretos.   
Endereço: Avenida 21, 1238 - Centro
CEP: 14780-310 – Barretos

Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Franca 
Descrição: Dispensação de medicamentos de alto custo/complexidade aos cidadãos que residam em um dos 22 municípios da região de abrangência da Dir XIII (Franca, Patrocínio Paulista, Ituverava, Morro Agudo, Ipuã, Nuporanga, Sales Oliveira, São Joaquim da Barra, Pedregulho, Rifaina, Jeriquara, Ribeirão Corrente, Miguelópolis, Aramina, Guará, Buritizal, Orlândia, Igarapava, Cristais Paulista, São José da Bela Vista, Restinga e Itirapuã).   
Endereço: Rua Frei Germano, 2001 - Estação
CEP: 14405-215 - Franca
Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Marília 
Descrição: Distribuição de medicamentos de alto custo.

Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Mogi da Cruzes 
Descrição: Dispensação de medicamentos do Programa de Alto Custo do Ministério da Saúde para a população da região da DIR III - Mogi das Cruzes
Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de Piracicaba 
Descrição: Dispensação e distribuição de medicamentos de alta complexidade
Farmácia de Alto Custo - Direção Regional de Saúde de São João da Boa Vista 
Descrição:
 Dispensação de medicamentos de alto custo, mediante critérios estabelecidos nos protocolos de medicamentos do Ministério da Saúde.   
Endereço: Rua Gabriel Ferreira, 83 - Centro
CEP: 13870-080 - São João da Boa Vista

Farmácia de Alto Custo - Núcleo de Gestão Assistencial de Jaú 
Descrição: Programa de medicamentos excepcionais para pacientes do NGA 25 Jaú; dispensação de medicamentos de alto custo para pacientes das cidades que compõem a micro-região de Jaú; dispensação de talidomida para hansenianos

Farmácia de Alto Custo - Núcleo de Gestão Assistencial Maria Zélia - São Paulo 
Descrição:
 Dispensação de medicamentos de alto custo para pacientes renais crônicos e transplantados, desde que devidamente cadastrados; tuberculose, saúde da mulher e saúde mental com receituário específico.   
E-mail: pammz@ig.com.br
Telefone: (11) 6291-3018 , (11) 6291-3003
Endereço: Rua Jequitinhonha, 360 - Setor 1217
CEP: 03021-040 - São Paulo

Farmácia de Alto Custo - Posto de Atendimento - Várzea do Carmo ou Glicério - Núcleo de Gestão Assistencial de Varzea do Carmo - São Paulo 
Descrição: Dispensação de medicamentos de alto custo nos casos de: doença mental, doenças crônicas-degenerativas como câncer, esclerose, lupus, artrite, Parkinson, Alzheimer, doença de Chron, hepatite B e C, endometriose, retrocolite, fenilcetonúria, talassemia, diabetes insípidus, asma, mioma, colesterol, osteoporose; pacientes previamente cadastrados na unidade dispensadora; para doença mental, o paciente deverá portar receita específica.   
E-mail: diretoriavarzea@ig.com.br 
Telefone: (11) 3385-7009 , (11) 3385-7028
Endereço: Rua Leopoldo Miguez, 327
CEP: 01518-020 - São Paulo
Farmácia de Alto Custo - São Paulo (Centro) - Farmácia do Núcleo de Gestão Assistencial - Centro - São Paulo 
Descrição: Dispensação de medicamentos para portadores de insuficiência renal crônica e transplantados, desde que devidamente cadastrados na unidade; medicamentos de saúde mental mediante apresentação de receituário específico.   
E-mail: nga.55.centro@ig.com.br  
Telefone: (11) 3241-3900 , (11) 3255-1888  
Endereço: Rua Conselheiro Crispiniano, 20
CEP: 01037-000 - São Paulo

sábado, 12 de maio de 2012

Camundongo recupera visão após transplante de células

Posted: 26 Apr 2012 06:18 AM PDT

O procedimento representa um avanço em direção a um novo tratamento para pacientes com doenças oculares degenerativas.
Cientistas do Instituto de Oftalmologia da Universidade College London (UCL) injetaram células de roedores jovens diretamente nas retinas dos camundongos adultos que tinham problemas de visão.
As descobertas foram publicadas recentemente na prestigiada revista científica Nature.
Quatro a seis semanas depois do transplante, uma em cada seis das células transplantadas – que são especialmente importantes para permitir a visão em locais escuros – haviam formado as conexões necessárias para transmitir informações visuais ao cérebro.
Os pesquisadores testaram a visão dos roedores transplantados em um labirinto pouco iluminado e cheio de água.
O resultado é que os camundongos com as células novas conseguiam perceber o caminho que os levava a uma plataforma e os salvava da água. Já os animais que não receberam células só conseguiam encontrar a plataforma por acaso ou depois de uma extensa exploração do labirinto.

Integração de circuitos
A perda de fotorreceptores é a causa da cegueira em muitas das doenças oculares que afetam humanos, como a degeneração macular relacionada à idade, alguns problemas na retina e a perda de visão decorrente do diabetes.
Para Robin Ali, pesquisador do Instituto de Oftalmologia da UCL e do Hospital de Olhos Moorfields, que liderou os estudos, “mostramos pela primeira vez que células fotorreceptoras transplantadas podem se integrar, de forma bem-sucedida, com o circuito já existente da retina e melhorar de fato a visão (dos camundongos)”.
Segundo Ali, o teste do labirinto serviu de “prova” de que uma parte considerável da visão dos camundongos havia sido restaurada.
“Esperamos que, em breve, possamos reproduzir esse sucesso com fotorreceptores derivados de células-tronco embrionárias e finalmente iniciar exames com humanos”, agregou.
Mas, apesar das perspectivas promissoras, ainda há muitas etapas a serem superadas até que o tratamento esteja apto para ser usado em pacientes.
Os cientistas também planejam experimentar com fotorreceptores derivados de células-tronco embrionárias, mas a eficácia de seu transplante ainda é duvidosa.

Recuperação funcional
Ainda assim, para Rob Buckle, chefe do departamento de medicina regenerativa do Medical Research Council, um dos financiadores da pesquisa, o estudo da UCL “é um marco que servirá de informação para futuras pesquisas em uma variedade de campos, incluindo pesquisas sobre visão, neurociência e medicina regenerativa”.
“(A pesquisa) oferece provas claras de recuperação funcional no olho danificado, o que estimula o desenvolvimento de terapias com células-tronco para lidar com muitas doenças oculares que afetam milhões de pessoas pelo mundo”, agregou.
Já existem outras linhas de pesquisa que tentam tratar a cegueira usando transplante celular. No ano passado, o mesmo grupo de estudos da UCL foi autorizado a realizar o primeiro teste clínico europeu envolvendo células-tronco embrionárias de humanos.
O estudo envolve pacientes com o mal de Stargardt, uma das principais causas de cegueira em jovens.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/04/120419_mice_visao_pai.shtml

DNA humano carrega ‘herança’ de vírus pre-histórico, aponta estudo

Posted: 26 Apr 2012 06:22 AM PDT

Traços de vírus antigos que infectaram nossos ancestrais há milhões de anos são mais comuns e disseminados em nós do que se pensava anteriormente, aponta um estudo de cientistas americanos e europeus. A pesquisa, publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que ainda conservamos material genético da era dos dinossauros e abre novos caminhos para os estudos do DNA humano.
Os cientistas estudaram os genomas de 38 mamíferos, incluindo humanos, roedores, elefantes e golfinhos. Um dos vírus “invasores do DNA” foi encontrado no genoma de um ancestral que viveu há cerca de 100 milhões de anos, e resquícios desse microrganismo foram achados em praticamente todos os mamíferos estudados. Um outro vírus infectou um primata, e assim foi encontrado em macacos, humanos e outros primatas.
O trabalho concluiu que muito desses vírus perderam a habilidade de se transferir de uma célula para a outra. Em vez disso, evoluíram e desenvolveram a habilidade de permanecer na mesma célula, ficando toda sua vida no mesmo local.
Os pesquisadores encontraram evidências de vírus se proliferando tão intensivamente entre os genomas dos mamíferos que compararam com uma doença epidêmica. De acordo com Robert Belshaw, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, uma das instituições que conduziram o estudo, disse que se trata de “uma epidemia dentro do genoma dos animais que continua até hoje”.
“Suspeitamos que esses vírus são forçados a fazer uma escolha – ou mantêm sua ‘essência viral’ e se espalham pelos animais e outras espécies, ou se comprometem com um genoma e se disseminam dentro dele”, explicou.
O estudo mostra que os vírus envolvidos perderam o gene Env, responsável pela capacidade de se transferir entre células. Conhecidos como retrovírus endógenos, esses microrganismos tornaram-se 30 vezes mais abundantes que suas células hospedeiras.
Segundo Belshaw, essa espécie de vírus não tem efeitos óbvios ou diretos sobre a saúde, mas ele prefere não tirar conclusões precipitadas. “Pode haver efeitos que não estamos enxergando ou coisas das quais poderíamos até tirar vantagem se detectássemos retrovírus em atividade como resultado de uma infecção cancerígena”, conclui.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,dna-humano-carrega-heranca-de-virus-pre-historico-aponta-estudo,864759,0.htm

Brasileiro ajuda a montar seis tipos de DNA artificial

Posted: 26 Apr 2012 06:26 AM PDT
Faz bilhões de anos que a vida usa as “letras” químicas do DNA como seu alfabeto. Cansados dessa mesmice, um pesquisador brasileiro e seus colegas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram nada menos que seis tipos de “XNA” (formas sintéticas de DNA), cuja composição química não existe em nenhum ser vivo.
A pesquisa, cujo primeiro autor é o bioquímico paulistano Vitor Pinheiro, 34, não se limitou a construir a estrutura química dos XNAs.
A equipe também achou maneiras de fazer as moléculas se replicarem (grosso modo, “reproduzindo-se”) e transferirem informação para o DNA tradicional.
Não se trata de mera curiosidade. “Até agora, parecia que apenas DNA e RNA podiam guardar informação genética. Se a gente mostra que outro tipo de polímero [molécula orgânica de cadeia longa] é capaz de fazer isso, o DNA e o RNA deixam de ser especiais”, explica ele.
Isso teria até implicações para possíveis seres vivos ETs: eles não precisariam ser um simples repeteco da bioquímica que predomina na Terra para funcionarem.


Toda cadeia de DNA é composta por três componentes principais. A equipe internacional mexeu no componente do meio, as moléculas de açúcar que, na substância natural, possuem cinco átomos de carbono em sua estrutura.
Como quem brinca de Lego, os cientistas substituíram esse açúcar por outros tipos de molécula com quatro, cinco e até seis carbonos.
O próximo passo foi identificar polimerases (as substâncias que montam a cadeia de DNA) capazes de “conversar” com as moléculas sintéticas. Em alguns casos, a equipe achou polimerases capazes de realizar o truque, embora a eficiência do processo ainda deixe a desejar.
Pinheiro e companhia também conseguiram usar as várias formas de XNA para criar os chamados aptâmeros, pequenas moléculas capazes de se ligar de forma específica a outras moléculas e bloquear a ação delas, por exemplo.
“Elas podem ser comparadas a anticorpos”, explica Pinheiro. Os aptâmeros são promissores como medicamentos, mas fazê-los com DNA natural tem um inconveniente: o organismo destrói a molécula com facilidade.
Já os XNAs, por não serem alvos naturais do organismo, poderiam durar mais e ter ação mais potente contra doenças. O estudo está na revista especializada “Science”.
Reinaldo José Lopes
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1078898-brasileiro-ajuda-a-montar-seis-tipos-de-dna-artificial.shtml

Novo diagnóstico precoce é desenvolvido para prevenir Alzheimer

Posted: 26 Apr 2012 06:29 AM PDT
BERLIM – Uma equipe de cientistas alemães da Universidade de Leipzig desenvolveu um novo método de diagnóstico do mal de Alzheimer que permite identificar a doença anos antes de o paciente apresentar os primeiros sintomas. O procedimento foi apresentado no 50º Congresso da Sociedade Alemã de Medicina Nuclear, realizado na cidade de Bremen, no norte do país, por um grupo de cientistas dirigidos pelo especialista Osama Sabri.
Os pesquisadores desenvolveram duas substâncias que permitem reconhecer alterações do tecido cerebral no qual são depositadas determinadas proteínas muito antes de o paciente apresentar os primeiros sintomas de perda de memória. Os depósitos de proteínas, as chamadas placas beta-amiloides, se produzem no cérebro pelo menos dez anos antes do surgimento dos primeiros sintomas da doença, assinalou a equipe da Universidade de Leipzig, no leste da Alemanha.
Um novo produto farmacêutico de baixa radiação permite reconhecer essas placas com uma tomografia especial de emissões de positrons, segundo o estudo de Sabri, que espera lançar sua criação ao mercado ainda neste ano.
Diretor da Clínica e Policlínica de Medicina Nuclear da Universidade de Leipzig, Sabri sublinhou que o novo método representa “uma significativa melhoria do diagnóstico” do mal de Alzheimer.
O procedimento permite não só reconhecer de maneira muito precoce a doença, mas também diferenciá-la de outras formas de demência, assim como controlar o desenvolvimento do mal de Alzheimer em pacientes e comprovar se o tratamento consegue frear a degeneração cerebral.
O especialista de Leipzig assinalou em Bremen que sua equipe realiza atualmente um estudo com uma segunda substância em 20 pacientes que sofrem o mal de Alzheimer em sua fase inicial para reconhecer alterações de determinados receptores no cérebro provocadas pela mesma proteína. “Os novos procedimentos melhoram o atendimento ao paciente”, assinalou Sabri, que reconheceu, no entanto, que segue sem existir um tratamento adequado para fazer frente ao mal de Alzheimer.
Os organizadores do congresso sublinharam que o novo método de diagnóstico é importante do ponto de vista científico, mas fornece pouco ao paciente, uma vez que não existe um tratamento efetivo para lutar contra a doença. Eles também apontaram que, embora permita reconhecer as citadas proteínas, não serve para saber se a doença se desenvolverá posteriormente, nem a que idade isso aconteceria.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novo-diagnostico-precoce-e-desenvolvido-para-prevenir-alzheimer,865215,0.htm

Microestrutura pode ajudar na restauração de nervos

Posted: 26 Apr 2012 06:37 AM PDT
Uma estrutura neural chamada parecida com “um favo de mel” pode ajudar nervos danificados a crescer e se recuperar futuramente, aponta uma pesquisa publicada no jornalBiofabrication, especializado na área. A estrutura pode reunir várias ramificações de um nervo por seus poros, eventualmente reparando o nervo. Os cientistas acreditam que, futuramente, será possível curar lesões na espinha dorsal com o “favo de mel miniatura”, também chamado de andaime.
Quando os nervos sofrem danos, como ocorre comumente em acidentes de carro, o corpo pode perder o movimento de membros ou a sensibilidade de determinadas regiões. A restauração do nervo pode ser um desafio, mas se ele estiver fora da espinha dorsal ou do cérebro, pode se curar sozinho, contando que não tenha sido muito prejudicado.
Uma das técnicas que ajuda o reparo dos nervos é o uso de tubos. As duas pontas do nervo são colocadas dentro da estrutura, que vai “guiar” as partes da célula a se unirem novamente.
Os pesquisadores da Universidade de Sheffield (Grã-Bretanha) e do Laser Zentrum de Hannover (Alemanha) estudara a restauração de nervos usando a estrutura do favo de mel. O doutor Frederik Claeyssens, da instituição britânica, afirmou que o andaime é “bem parecido com a estrutura do nervo”. “O nervo tem pequenas regiões onde há ‘cabos’ que vão de um lado ao outro, e eles estão dentro de uma estrutura maior. É isso o que queremos reproduzir com o andaime”, explicou.
A estrutura introduzida pelos cientistas é feita de ácido polilático fotopolimerizável, que se desfaz depois que o nervo se repara automaticamente. Os pesquisadores mostraram que células neurais podem se desenvolver junto com o favo e agora estão conduzindo testes para tentar fazer com que nervos sejam completamente restaurados.
Segundo Claeyssen, essa tecnologia “pode fazer uma grande diferença para pacientes que tiveram nervos danificados”. A estrutura do favo já é usada em outras áreas da medicina.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,microestrutura-pode-ajudar-na-restauracao-de-nervos,864368,0.htm

Técnica regenera tecido cardíaco danificado após infarto, diz estudo

Posted: 26 Apr 2012 06:40 AM PDT
Cientistas do Instituto Gladstone, em São Francisco, nos Estados Unidos, anunciaram nesta quarta-feira (18) uma descoberta que poderá ajudar os médicos a restaurar corações danificados por infartos. Isso porque um grupo de cientistas do Instituto conseguiu regenerar o tecido acometido pelo ataque cardíaco, que fica cicatrizado, fazendo-o voltar a bater.
Um estudo anterior já havia transformado tais células danificadas em células regeneradas, isolando-as em placas de petri. Mas esse novo estudo conseguiu o mesmo resultado em testes com animais vivos e com sucesso ainda maior. Os resultados, que tendem a ter grandes implicações na saúde humana, são descritos na última edição da revista “Nature”, disponível na versão online.
A doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo. Além disso, a cada ano, as 14 milhões de pessoas que sobrevivem a um ataque cardíaco permanecem com insuficiência cardíaca, ou seja, o órgão para de bater com a mesma capacidade de antes.
“O dano de um ataque cardíaco é geralmente permanente porque as células do músculo cardíaco ficam privadas de oxigênio durante o ataque. Isto é, morrem e formam cicatrizes no tecido”, disse o biomédico Deepak Srivastava, um dos autores do estudo, que dirige a pesquisa com células-tronco cardiovasculares no Instituto Gladstone.
“Mas nossos experimentos em camundongos são uma prova do conceito de que se pode reprogramar células que pararam de bater de maneira totalmente funcional, oferecendo uma forma inovadora e menos invasiva para restaurar a função cardíaca após um ataque cardíaco.”
Em experimentos de laboratório com ratos que sofreram um ataque cardíaco, os cientistas Srivastava e Li Qian depositaram três genes que normalmente guiam o desenvolvimento embrionário do coração diretamente na região danificada.
Em um mês, as células do tecido onde não havia mais batimento cardíaco, que normalmente formam o tecido com a cicatriz, foram regeneradas. No prazo de três meses, os corações batiam ainda mais forte e bombeavam mais sangue.
“Essas descobertas podem ter um impacto significativo em pacientes com insuficiência cardíaca, cujos corações danificados tornaram mais difíceis a participação de atividades normais, como subir um lance de escadas”, disse Qian.
“Esta pesquisa pode resultar em uma alternativa muito necessária para transplantes de coração para doadores que estão extremamente limitados. E porque estamos reprogramando células diretamente no coração, nós eliminamos a necessidade de implante de células que foram criadas em placa de petri”, ressalta Qian.
“Nosso próximo objetivo é replicar estas experiências e testar sua segurança em mamíferos maiores, como porcos, antes de considerar fazer ensaios clínicos em humanos”, acrescentou Srivastava, que também é professor da Universidade da Califórnia.
“Esperamos que nossa pesquisa possa estabelecer as bases para iniciar a reparação cardíaca logo após um ataque cardíaco, talvez logo quando o paciente chegar na sala de emergência”, afirma Srivastava.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/tecnica-regenera-tecido-cardiaco-danificado-apos-infarto-diz-estudo.html

Fertilização in vitro aumenta risco de problemas para o bebê, diz estudo

Posted: 26 Apr 2012 06:45 AM PDT
Bebês concebidos por determinadas técnicas artificiais de fertilização têm aumento de cerca de um terço na probabilidade de nascer com algum defeito físico, segundo uma revisão envolvendo dezenas de estudos.
Mas os pesquisadores, que publicaram suas conclusões na revista “Fertility and Sterility”, não determinaram por que os tratamentos de fertilidade estão associados a um maior risco de defeitos congênitos, ou mesmo se a tecnologia tem alguma responsabilidade nisso.
A fertilização in vitro, pela qual o óvulo é fertilizado fora do organismo da mulher antes de ser implantado no útero, existe há mais de três décadas, e vários estudos já examinaram possíveis riscos.
Zhibin Hu, da Universidade Médica de Nanjing, na China, e seus colegas analisaram resultados de 46 estudos que comparavam a incidência de defeitos congênitos entre bebês concebidos por fertilização in vitro ou naturalmente.
Para mais de 124 mil crianças nascidas por meio de fertilização in vitro ou Icsi — técnica semelhante, mas na qual apenas um espermatozoide é injetado no óvulo –, o risco de um defeito congênito era 37% superior ao das outras crianças.
A equipe acrescentou que não há diferenças significativas nos defeitos congênitos entre bebês gerados por fertilização in vitro ou Icsi.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/fertilizacao-vitro-aumenta-risco-de-problemas-para-o-bebe-diz-estudo.html

Por conscientização sobre síndrome de Down, evento solta mil borboleta


Posted: 26 Apr 2012 06:50 AM PDT
Uma instituição promoveu no ultimo dia 22 um evento de caridade em Houston, no Texas, em que mil borboletas foram soltas, para promover a conscientização e a pesquisa sobre a síndrome de Down.
A condição afeta um em cada 733 bebês nascidos nos Estados Unidos.
Cada borboleta foi “vendida” por US$ 21 para interessados em patrocinar o evento e gerar fundos para pesquisas na área. O valor faz referência à trissomia do 21, distúrbio responsável pela síndrome de Down.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/por-conscientizacao-sobre-sindrome-de-down-evento-solta-mil-borboletas.html

Transplante de medula óssea melhora sintomas em camundongos com síndrome de Rett

Posted: 27 Apr 2012 07:00 AM PDT

A síndrome de Rett, que afeta cerca de 1 em cada 10.000 a 20.000 meninas ao redor do mundo é caracterizada por uma perda cognitiva e motora que em geral inicia-se no primeiro ano de vida. Crianças afetadas em geral não aprendem a falar, têm dificuldades para andar e muitas desenvolvem problemas respiratórios. Um comportamento característico nesses pacientes é um movimento constante de esfregar as mãos como se as estivessem lavando. Uma pesquisa realizada por cientistas americanos, liderada por Jonathan Kipnis, publicada na revista Nature(março de 2012) acaba de mostrar que transplante de células-tronco da medula óssea conseguem reverter os sintomas em modelo de camundongo com síndrome de Rett.

Por que meninas são preferencialmente afetadas?
Durante muito tempo não se entendia porque aparentemente só meninas eram afetadas até que em 1999 descobriu-se o gene responsável por essa síndrome, o MECP2, no cromossomo X. Esse gene expressa-se em vários tecidos, mas é no cérebro que ele é mais ativo e por isso o comprometimento neurodegenerativo.Como as meninas têm duas cópias do cromossomo X, se elas tiveram uma mutação no gene MECP2 em um dos cromossomos X, a segunda cópia ainda consegue manter parcialmente as funções. Entretanto, no caso dos meninos como eles só têm um cromossomo X, não possuem uma cópia normal e por isso a mutação neles resulta em um quadro muito mais grave, frequentemente letal. Surpreendentemente, alguns anos atrás, antes da descoberta do gene, identificamos no Centro do Genoma um menino com síndrome de Rett. Depois descobrimos que esse menino tinha por acaso uma constituição cromossômica XXY e, portanto, um dos cromossomos X tinha uma cópia normal do gene.

Qual foi a hipótese testada por esses pesquisadores?
Um trabalho anterior sugere que células do tecido cerebral, denominado glia, contribuem para a patologia da doença de Rett. Aliás, acredita-se hoje que outras síndromes onde há neurodegeneração poderiam ser causadas por problemas na glia. De acordo com os cientistas responsáveis por essa nova pesquisa publicada agora pelo Dr. Kipnis, a síndrome de Rett seria causada por células específicas da glia, classificadas como microglia, um tipo de células do sistema imunológico do cérebro, que tem como função a remoção de detritos deixados após a morte celular. No caso da síndrome de Rett, as células da microglia, quando alteradas pela mutação, contribuíriam para a destruição dos neurônios.

Como foi feito o experimento?
Para testar essa hipótese os pesquisadores destruíram – por meio de radiação – a medula óssea e a microglia de camundongos dos dois sexos com síndrome de Rett (modificados geneticamente) e a substituíram por uma medula óssea com a cópia normal desse gene, retirada de camundongos normais. Camundongos machos sem a cópia do gene MECP2 geralmente morrem com dois meses. As fêmeas têm um quadro mais leve e os distúrbios de comportamento tornam-se evidentes entre 4 e 6 meses de idade.

O que foi observado?
Houve um efeito benéfico nos animais dos dois sexos. Os machos tiveram uma sobrevida de até um ano. Os animais tratados respiravam melhor e ganharam mais peso em comparação com os controles não tratados. Por outro lado, nas fêmeas que só têm uma cópia funcional do gene MECP2 desenvolvem os sintomas mais tarde que os machos. Nelas o transplante de medula óssea melhorou o andar, a respiração e o ganho de peso.

Sistema imune ou microglia?
Para descobrir se a melhora era devido ao sistema imunológico como um todo ou a substituição especificamente da microglia os pesquisadores fizeram outro experimento onde os camundongos não eram submetidos à irradiação da microglia, mas somente da medula óssea. Nesses animais não se observou nenhum efeito positivo do transplante, comprovando assim a hipótese inicial dos pesquisadores.

São resultados ainda preliminares
A equipe ficou entusiasmada com os resultados imaginando uma possível aplicação em seres humanos – uma droga que pudesse melhorar a função da microglia. Mas eles festejam com cautela. Camundongos são muito diferentes de seres humanos e ainda serão necessárias muitas pesquisas antes de uma aplicação em seres humanos.

Por Mayana Zatz

http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/transplante-de-medula-ossea-melhora-sintomas-em-camundongos-com-sindrome-de-rett/

Teste genético poderia ajudar a prever câncer de mama, diz pesquisa

Posted: 03 May 2012 04:40 AM PDT

O teste analisa como os genes são alterados por fatores externos, como álcool e hormônios, um processo conhecido como epigenética.
Os cientistas acreditam que uma em cada cinco mulheres possui um tipo de “interruptor genético”, ou seja, um elemento que “liga e desliga” genes, que duplica o risco de câncer de mama.
A partir das descobertas, eles esperam desenvolver um exame de sangue simples que possa ajudar a indicar quais mulheres têm maior tendência de desenvolver a doença.
Glóbulos brancos
No trabalho publicado na revista científica Cancer Research, os cientistas do Imperial College London analisaram amostras de sangue de 1.380 mulheres de diversas idades, 640 das quais desenvolveram câncer de mama.
Eles encontraram uma forte ligação entre o risco de ter a doença e a modificação molecular de um único gene, chamado ATM, que pode ser encontrado nos glóbulos brancos.
Os pesquisadores tentaram, então, descobrir o que estava causando esta alteração e procuraram especificamente por um efeito químico chamado metilação, que atua como um “interruptor genético”.
As mulheres que apresentaran os maiores níveis de metilação afetando o gene ATM tinham duas vezes mais chance de desenvolver câncer de mama na comparação com aquelas que apresentaram os níveis mais baixos.
Em alguns casos, as alterações eram evidentes até 11 anos antes de a doença ser diagnosticada.
Epigenética
“Sabemos que a variação genética contribui para o risco de uma pessoa ter determinadas doenças”, disse James Flanagan, que liderou o novo estudo.
“Com esta nova pesquisa, agora também podemos dizer que a variação epigenética, ou diferenças na maneira como os genes são modificados, também tem um papel.”
Flanagan espera que nos próximos anos seja possível descobrir outros genes que afetam o risco de uma mulher apresentar câncer de mama.
“O desafio agora é como incorporar toda esta nova informação aos modelos de computador que são usados atualmente para prever riscos individuais.”
Ainda não se sabe exatamente por que o risco de câncer de mama pode estar ligado a mudanças em um gene de glóbulos brancos, mas a equipe prevê que um exame de sangue pode ser usado em conjunto com outras informações, como histórico familiar e presença de outros genes conhecidos de câncer de mama, para ajudar a identificar as mulheres com maior risco de desenvolver a doença.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120501_cancermama_is.shtml

Escudo de células-tronco ‘pode proteger pacientes de efeitos da quimioterapia’

Posted: 10 May 2012 07:34 AM PDT

O tratamento destrói células cancerosas, que se dividem rapidamente, mas também podem afetar outros tecidos saudáveis, como a medula óssea ou células sanguíneas, aumentando o risco de infecção e causando falta de ar e cansaço.
Na nova pesquisa do Fred Hutchinson Cancer Research Center, publicada na revista científica Science Translational Medicine, células-tronco da medula óssea de pacientes com tumores cerebrais foram retiradas e modificadas com um gene resistente à quimioterapia. As células foram então injetadas novamente no sangue dos pacientes.
“Este tratamento é análogo a disparar contra as células cancerígenas e as células da medula óssea, mas dando às da medula óssea um escudo protetor, enquanto se deixa o tumor desprotegido”, disse a pesquisadora Jennifer Adair.

Sobrevida maior
O principal autor do estudo, Hans-Peter Kiem, disse que os resultados dos testes com três pacientes foram muito positivos.
“Concluímos que os pacientes foram capazes de tolerar melhor a quimioterapia, sem efeitos negativos, depois da transplantação das células-tronco modificadas na comparação com pacientes em estudos anteriores, que receberam o mesmo tipo de quimioterapia, mas sem receber as células-tronco modificadas”, afirmou ele.
De acordo com os pesquisadores, todos os três pacientes viveram mais que a média de 12 meses de sobrevida prevista para esse tipo terminal de câncer (glioblastoma) e um deles ainda estava vivo 34 meses após o tratamento.
A cientista da ONG Cancer Research UK Susan Short disse que o estudo americano traz uma abordagem completamente nova à proteção de células normais durante o tratamento de câncer.
“Ainda é necessário conduzir testes com mais pacientes, mas pode ser que possamos usar quimioterapia para mais pacientes sofrendo de câncer de cérebro do que imaginávamos anteriormente.”
“Esta abordagem também pode ser um modelo para outras situações em que a medula óssea é afetada por tratamentos contra o câncer.”
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120510_escudo_quimio_is.shtml

Técnica de reprogramação celular permite avanço da pesquisa no País

Posted: 10 May 2012 07:39 AM PDT

A técnica de reprogramação celular, que consegue transformar uma célula de pele, por exemplo, em célula embrionária, pode ser uma alternativa às clonagens reprodutiva e terapêutica, proibidas no Brasil pela Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105/2005).
O procedimento, inventado por pesquisadores japoneses, tem o nome de células-tronco pluripotentes induzidas, desenvolvidas a partir de células-tronco adultas modificadas em laboratório.
Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório de Células-Tronco Embrionárias ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que por meio da técnica é possível reprogramar uma célula em outros tecidos. “Ou seja, pode passar de uma célula somativa [qualquer uma, menos óvulo ou espermatozoide] para um estado embrionário sem utilizar óvulos nem embriões”, explica a cientista no site da Sociedade Brasileira de Genética.
Essas células podem ter vários usos não reprodutivos. “A gente ainda não consegue fazer um figado in vitro, mas essa célula consegue virar todas as células que existem em um fígado”, explica hipoteticamente Lygia da Veiga Pereira.
Conforme a legislação, citada pela especialista, é proibida a clonagem humana no Brasil. Isso abrange a transferência de um embrião para um útero com o propósito de originar um clone (clonagem reprodutiva) e o desmembramento em laboratório de células-tronco embrionárias para formar tecidos destinados a transplantes no próprio indivíduo (clonagem terapêutica) – que, em tese, evitaria o problema de rejeição como ocorre quando há transplantes de órgãos.
Além dessa restrição, a lei só permite uso de embriões congelados, com autorização dos pais genéticos, até março de 2005 (quando a lei foi publicada). Segundo a regra, é permitida a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro desde que “sejam embriões congelados há três anos ou mais, na data da publicação desta lei, ou que, já congelados na data da publicação desta lei, depois de completarem três anos, contados a partir da data de congelamento”, descreve o Artigo 5º da lei.
O estoque de células-tronco embrionárias no Brasil é restrito. Nos Estados Unidos, a clonagem terapêutica já está sendo testada em pessoas, para casos de lesão de medula ou de degeneração da mácula (problema que exige a substituição da retina). No Brasil, os testes são feitos em laboratórios com ratos.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,tecnica-de-reprogramacao-celular-permite-avanco-da-pesquisa-no-pais,869773,0.htm?reload=y

Novos testes com embrião aumentam eficácia da fertilização in vitro

Posted: 10 May 2012 07:43 AM PDT
Uma empresa de biotecnologia da Grã-Bretanha publicou um estudo afirmando que a eficácia do processo de fertilização in vitro (FIV) pode ser significativamente melhorada com um exame que avalia se o embrião possui uma quantidade específica de informação genética. A FIV é um método que tem uma baixa taxa de sucesso, principalmente em mulheres mais velhas.
O estudo, publicado pela Blue Gnome no jornal Molecular Cytogenetics, especializado na área, sugere que a avaliação genética do embrião aumenta as chances de a gravidez ter sucesso em 65%. As descobertas foram consideradas como “muito interessantes” por especialistas.
Para mulheres com menos de 35 anos, cerca de um terço das tentativas de FIV resultam em uma gravidez. Mas para mulheres com quase 40 anos, as chances caem para uma em cinco, e para apenas uma em 20 para aquelas com mais de 40 anos. O tratamento para engravidar pelo método pode custar de R$ 10 a R$ 20 mil.
Depois de o espermatozoide ter fertilizado o óvulo, o embrião deve ter material genético dos dois pais – 23 cromossomos do pai e 23 cromossomos da mãe. Mas às vezes o embrião tem mais ou menos cromossomos que o normal, e na maioria dos casos, ele não se desenvolve.
O método de análise desenvolvido pelos britânicos coleta células do embrião quando ele tem cinco dias de vida. Elas são avaliadas para a contagem de cromossomos e o embrião só é implantado se tiver o número de cromossomos correto.
O estudo comparou a eficácia dos novos métodos de análise com os procedimentos antigos. Vinte semanas depois da implantação do embrião, 42% das mulheres cujos embriões não passaram por avaliações adicionais estavam grávidas. Entre aquelas cujo embrião havia passado por mais exames, 69% foram confirmadas como gestantes.
Nick Haan, chefe da Blue Gnome, disse que o exame “oferece um benefício significativo para a taxa de sucesso da FIV”. “Ainda são necessários mais estudos, mas os resultados são incrivelmente animadores”, completa.
O diretor de FIV do Hospital Hammersmith, também da Grã-Bretanha, disse que os avanços são extremamente importantes para a área. “O estudo não constatou apenas o aumento na taxa de sucesso, mas o fez com apenas um embrião por mulher. Isso significa que há grandes chances de começar uma gestação com apenas uma transferência embrionária”, analisou.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novos-testes-com-embriao-aumentam-eficacia-da-fertilizacao-in-vitro,868769,0.htm?reload=y

Entre a vaca louca e o Alzheimer

Posted: 10 May 2012 07:48 AM PDT

A bioquímica paulista Vilma Regina Martins passou os últimos 15 anos investigando o papel desempenhado no organismo pela proteína príon celular, a versão saudável da proteína causadora do mal da vaca louca. Em parceria com equipes do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, ela verificou que o príon celular ou PrPc, proteína encontrada na superfície da maioria das células do corpo, em maior quantidade nas células do sistema nervoso central e do sistema imunológico, é fundamental para o desenvolvimento e amadurecimento adequado dos neurônios e para o equilíbrio do sistema de defesa (ver Pesquisa FAPESP n. 148).
Agora, Vilma e seus colaboradores propõem que interferir no funcionamento da PrPc pode ajudar a bloquear o desenvolvimento de outras enfermidades do sistema nervoso central, como o mal de Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum entre os idosos, e o glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo que se conhece.
Experimentos feitos pelo grupo com células cerebrais isoladas e também animais indicam que alterar a quantidade de uma proteína que se conecta à PrPc e a ativa impede a morte de neurônios mesmo na presença dos compostos tóxicos produzidos nos estágios iniciais do Alzheimer. Um fragmento dessa outra proteína – a stress inducible protein-1, sintetizada pioneiramente por Vilma e pelo oncologista Ricardo Brentani em 1997 – também vem se mostrando eficiente nos testes in vitro para frear a reprodução dos astrócitos, as células cerebrais que se multiplicam descontroladamente no glioblastoma.
Vilma apresentou esses resultados na quarta-feira (7), no primeiro dia do Brazil-Canada Prion Science Workshop 2012, realizado no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. O evento que termina hoje (8) reuniu os principais pesquisadores brasileiros e canadenses que investigam as funções da proteína príon celular e os mecanismos que levam a se transformar no príon infeccioso, versão defeituosa e tóxica da proteína, responsável pela morte em massa dos neurônios no mal da vaca louca.
Além de mostrar os avanços mais recentes nessa área, o encontro, financiado pela FAPESP e por agências canadenses, tem o objetivo de aproximar as equipes dos dois países e estimular programas de cooperação. “Existe uma grande possibilidade de a colaboração nessa área trazer progresso científico”, disse Abina Dann, cônsul geral do Canadá em São Paulo, que recordou o empenho de Brentani para a realização doworkshop e o início da colaboração entre o Brasil e o Canadá nessa área. Quando morreu, em novembro do ano passado, Ricardo Brentani era diretor da Fundação Antonio Prudente, que mantém o Hospital A.C. Camargo, e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP.
“O Brasil deve entrar na brain circulation”, disse o bioquímico Hernan Chaimovich, coordenador dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP e assessor da diretoria científica da mesma fundação, em referência ao movimento circular de treinamento de especialistas no exterior e sua incorporação nos quadros nacionais, em oposição ao fenômeno da fuga de cérebros [brain drain] comum no passado. “Esperamos que seja uma experiência informativa e transformadora”, comentou o neurologista Neil Cashman, diretor da PrioNet, rede canadense que reúne 16 centros de excelência em pesquisa de doenças causadas por príons em animais e em seres humanos.
Também participaram do evento representantes do Alberta Prion Research Institute, centro de pesquisa criado pelo governo da província de Alberta após a identificação em 2003 do primeiro caso autóctone de doença da vaca louca no Canadá, tecnicamente conhecida como encefalopatia espongiforme bovina. O animal doente era da província de Alberta, onde se encontra quase metade do rebanho bovino do país. A confirmação desse e de outros casos de contaminação no rebanho bovino provocou perdas de U$ 10 bilhões à pecuária canadense, porque países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul deixaram temporariamente de importar carne. Desde então, instituições canadenses trabalham na vigilância epidemiológica da doença no gado bovino e da forma da enfermidade que atinge cervos e alces, a chronic wasting disease.
O controle da infecção nos diferentes ambientes se une a estudos sobre estruturas das proteínas e sobre a conversão do príon celular em príon infeccioso. Um exemplo são os estudos desenvolvidos por David Wishart, da Universidade de Alberta, coordenador do Prion Project, que tenta identificar por que a proteína saudável se desenovela e assume outra estrutura tridimensional mais estável que faz uma molécula aderir à outra formando longas fibras, tóxicas para os neurônios – no caso das doenças causadas por príon, acredita-se que o simples contato uma proteína alterada seria suficiente para fazer a versão saudável se tornar defeituosa.
No enovelamento, a proteína se dobra sobre si mesma, por atração e repulsão de cargas elétricas, e assume uma forma espacial que define a função que desempenha no organismo. Falhas no processo de enovelamento ou fenômenos que alterem a forma da proteína depois de pronta não estão por trás apenas das doenças provocadas por príons. Outras doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, o mal de Parkinson e a esclerose lateral amiotrófica – a doença do físico inglês Stephen Hawking – têm entre suas causas problemas no enovelamento de proteínas, que passam a se agregar matando os neurônios. “Parece haver um mecanismo comum por trás dessas enfermidades”, comenta Vilma.
Pode existir ainda outro elo entre o mal da vaca louca e a doença de Alzheimer. A proteína príon celular está de algum modo envolvido nessas duas enfermidades exterminadoras das células cerebrais. No caso da vaca louca, o problema está na própria PrPc. Uma versão deformada dessa proteína, o príon infeccioso, entra em contato com as proteínas saudáveis e altera sua estrutura, levando os neurônios à morte. Já no Alzheimer, a doença neurodegenerativa que atinge uma em cada três pessoas com mais de 85 anos, a PrPc encontra-se saudável. Mas o efeito protetor que ela exece sobre os neurônios é bloqueado por outra proteína – na realidade, um fragmento de proteína chamado oligômero beta-amiloide – que impedindo seu funcionamento.
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/03/08/entre-a-vaca-louca-e-o-alzheimer/