quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Você quer sequenciar seu genoma ?


Posted: 14 Nov 2012 10:56 AM PST

Na semana passada me posicionei contra o sequenciamento do genoma de recém-nascidos ou crianças normais. Mas e adultos? Com a divulgação da nova pesquisa sobre os 1092 genomas de diferentes etnias, esse assunto voltou a ser discutido. Defendo que, a não ser no caso de doenças genéticas, essa decisão deve ser tomada por nós, quando adultos, e não por nossos pais, quando ainda somos crianças. No seu livro: The $ 1000 Genome, publicado em 2010, Kevin Davies avalia os impactos dessa nova revolução tecnológica. Você gostaria de sequenciar o seu genoma? Quais seriam os prós e os contra?

Os primeiros a terem seus genomas sequenciados foram Craig Venter e o James Watson
O custo na época era gigantesco, mas vamos convir que os dois tiveram uma participação fundamental em tudo que está ocorrendo hoje. James Watson – além  da descoberta da estrutura da dupla hélice do DNA em 1953, que lhe valeu o Prêmio Nobel em 1962, -  foi responsável no início, pelo projeto Genoma Humano que depois teve uma participação fundamental de Craig Venter à frente da empresa Celera. O que os seus genomas revelaram?

Venter descobriu que tinha olhos azuis  e variantes associadas a um comportamento antisocial
Além de tendência de ser dependente de drogas, Venter tem que eles chamam em inglês denovelty seeking genes ou genes que buscam novidades (na minha opinião uma variante que deve ser mais frequente em cientistas). Nenhuma dessas informações requer o sequenciamento de um genoma, concordam? Mas ele também descobriu que tem risco aumentado para  doença de Alzheimer (uma informação que não quero ter a meu respeito) e doença cardiovascular. Talvez a única informação útil é que ele é um metabolizador rápido de cafeína e portanto pode tomar doses altas sem sentir efeitos negativos. Também questiono se é necessário sequenciar o genoma para descobrir isso.

Watson não quis saber se tinha risco aumentado para doença de Alzheimer
Sua avó havia sido afetada por essa doença, mas ele descobriu que é um metabolizador lento de drogas antipsicóticas e betabloqueadores. Essa é uma informação que pode ser útil se ele tiver que tomar drogas para essa finalidade. Terá que tomar doses menores. Mas e se ele não tiver nunca que tomar essas drogas? Será que não seria mais fácil testar diretamente os genes envolvidos com o metabolismo dessas drogas do que analisar o genoma inteiro?

Os interesses comerciais estão sempre na vanguarda
Se por um lado, sequenciar um genoma hoje tem um custo relativamente baixo, interpretá-lo ainda teria um custo gigantesco. Na minha opinião, sequenciar o genoma de pessoas saudáveis, por divertimento para desvendar características físicas evidentes (como cor dos olhos, do cabelo, da pele ou tendência ou não para engordar) é colocar a carroça na frente dos burros. E nesse sentido o tempo é nosso aliado. O nosso DNA não vai mudar, mas o aprendizado que estamos obtendo tentando decifrá-lo tende a crescer dia a dia. Por exemplo, a pesquisa sobre os 1092 genomas de pessoas saudáveis com diferentes etnias revelou entre 130 a 400 variantes que alteram funções de proteínas. Sabemos agora que podemos ter essa variante e permanecermos saudáveis, uma informação que poderia trazer muitas dúvidas antes da análise desses 1092 genomas.

Será que quero sequenciar o meu próprio genoma?
Já me perguntaram várias vezes se já  fiz.  A resposta é não. E porque não? Sei que sou portadora de uma mutação no gene da fibrose cística, que em dose dupla é responsável por essa patologia. Mas meus filhos não herdaram essa mutação e, portanto, não preciso mais me preocupar com isso. Não quero saber se tenho risco aumentado para doença de Alzheimer. Iria me angustiar muito toda vez que esqueço algo. Não preciso saber se tenho risco aumentado para doença cardiovascular. Para quê? Procuro manter uma alimentação saudável e faço exercícios físicos. Não pretendo mudar esses hábitos em função de ter um risco aumentado ou diminuído para doença cardiovascular. Já sei qual é a cor dos meus olhos, cabelos e  pele e se tenho tendência ou não para engordar. Sei também quais são os efeitos da cafeína e quanto o meu organismo tolera café, sem necessidade de nenhuma informação genômica.
E você caro leitor? Está disposto a gastar 1000 dólares para ter essas informações?

Por Mayana Zatz

Bebês normais devem ter seus genomas sequenciados?


Posted: 08 Nov 2012 03:33 PM PST

Na semana passada, a revista Nature publicou o resultado de uma pesquisa internacional mostrando a variabilidade do genoma humano de 1092 pessoas de diferentes etnias. Esses estudos são extremamente importantes para nos ajudar a caracterizar e interpretar a quantidade gigantesca de informações que existe no DNA de cada um de nós. Por outro lado, a divulgação desses resultados e a possibilidade de sequenciar o genoma de uma pessoa a um custo de aproximadamente 1000 dólares vão atrair muitos consumidores curiosos em saber o que está escrito em seus genes. Antes de pagar por isto, é importante saber que o resultado pode proporcionar mais angústias e incertezas do que informações relevantes. Por exemplo, o que adianta saber que temos um risco aumentado para doença de Alzheimer ou Parkinson se não há nada que possamos fazer para evitá-lo? Não é preciso sequenciar o genoma para saber que é importante ter uma alimentação saudável, fazer exercícios físicos e manter a mente ativa. Mas esses exames estão sendo oferecidos por um número cada vez maior de laboratórios e provavelmente a concorrência entre eles poderá baixar ainda mais os custos dessas análises. E consequentemente atrair mais consumidores.

A empresa americana 23 and ME pretende oferecer esse serviço diretamente ao público
Segundo Anne Wojcicki, co-fundadora e diretora da 23 and ME, as informações sobre seu genoma são  suas. “Se você quiser deve ter o direito de obtê-las”. Sem necessidade de uma solicitação médica como é praxe para outros exames laboratoriais. Para o público em geral é muitas vezes difícil avaliar as promessas das ciências médicas oferecidas por firmas comerciais. Foi o que aconteceu por exemplo com os laboratórios que vendem promessas de tratamentos futuros para pais que pagarem para guardar o sangue do cordão umbilical de seus filhos e que provavelmente nunca será usado. Em relação ao sequenciamento do genoma, o que essas firmas não dizem é que interpretar os resultados é extremamente difícil. Uma grande parte do nosso genoma continua sendo um mistério e  a divulgação do projeto ENCODE mostrou que desvendá-lo pode ser ainda mais complicado do que pensávamos. Na prática isso significa que as estimativas de riscos para futuras doenças podem ser muito imprecisas.

Mas o que dizer de testar bebês ou crianças normais?
Essa é uma ideia defendida por Anne Wojcicki, claro que não sem isenção. Ela declarou que quer testar seus filhos para a doença de Parkinson porque seu marido é portador de uma mutação que lhe confere um risco de 80% de vir a desenvolver essa patologia. Portanto seus filhos têm um risco de 50% de herdar essa mutação.
Pergunto: qual é o benefício em saber que eles herdaram o gene para doença de Parkinson, 50 a 60 anos antes de sua possível manifestação? Será que não teremos tratamentos antes disso? E, se na vida adulta eles disserem que não queriam ter sido testados? Que não querem saber enquanto são jovens? Ao testar uma criança estamos tirando-lhe esse direito. A nossa experiência tem mostrado que muitos jovens adultos não querem saber se terão doenças de início tardio ainda sem tratamento.

Variantes associadas a um possível retardo mental
Lembro-me também do caso de um cientista famoso, reconhecidamente muito inteligente, que ao sequenciar seu genoma contou que descobriram que ele tinha uma variante que havia sido previamente associada a um retardamento mental importante. Foi motivo de riso em todos os presentes. Mas imaginem se essa variante estivesse presente em uma criança, ou em um caso de diagnóstico pré-natal? Qual seria o impacto dessa informação?

A variante ApoE4 aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer (DA)
A DA obedece a uma herança complexa ou multifatorial com interação de fatores genéticos e ambientais. Quem possui a variante ApoE4 tem um risco aumentado de vir a desenvolver essa patologia embora a sua presença não é determinística. É mais um teste que condeno que seja feito em crianças. Mas novamente essa não é a opinião de Anne Wojcicki. Seu argumento é que quem tem a variante tem maior risco de desenvolver a doença se sofrer traumas cerebrais. Então, segundo ela, se você souber que seu filho tem a variante deve evitar que faça esportes que aumentem o risco de traumatismo craniano como futebol americano, ou luta de box, por exemplo. Ou insistir para que ele use sempre um capacete. Ora, será que é preciso ter a variante APOE4 para tomar todos os cuidados possíveis para prevenir traumatismos cranianos em seus filhos?
E você caro leitor? O que acha? Pretende sequenciar o genoma de seus filhos?

Por Mayana Zatz

Projeto 80+


Posted: 05 Nov 2012 04:24 AM PST

O Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) da Universidade de São Paulo, coordenado pela pesquisadora Mayana Zatz, vai analisar  o genoma de pessoas saudáveis com mais de 80 anos pensando em ajudar no futuro as gerações mais novas a viver mais e melhor. É uma forma diferente de estudar a biologia do envelhecimento. Enquanto parte dos cientistas que se debruçam sobre o tema mira os problemas da vida longa (perda de memória, enfraquecimento dos ossos, fragilidade do coração, depressão etc) e como evitá-los, a ideia do Projeto 80+ é montar um banco de dados destinado a entender o que mantém as pessoas mais velhas saudáveis e felizes. O projeto tem como objetivo ajudar a medicina a entender melhor os mecanismos genéticos e ambientais associados à vida longa.
Atualmente, o CEGH tem o DNA de 400 pessoas com mais de 80 anos e saudáveis, mas a meta é chegar a mil amostras. Para isso, conta com a ajuda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), que colabora com os dados demográficos de idosos que estão sendo acompanhados há onze anos, e do Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela análise de ressonância magnética cerebral dos voluntários e pelo transporte dos participantes. O banco de dados genético está sendo financiado pelos órgãos de pesquisa científica (Fapesp e CNPq).
Paralelamente, o Projeto 80+ está fazendo entrevistas com os voluntários que se destacaram por sua trajetória particular para assim associar a sua história de vida com hábitos, cuidados pessoais, herança familiar, transformações, expectativas e lições, de modo a servir de exemplo e fonte de reflexão para todos que desejam se preparar para essa etapa da vida de uma forma mais equilibrada.
A proposta é fazer uma correlação direta entre o genoma dessas pessoas e as características de seus proprietários – no caso, aqueles que têm mais de 80 anos e permanecem saudáveis. Busca-se assim estabelecer diferenças e semelhanças, lembrando que o que chamamos de “genoma humano”, não passa de uma abstração, uma média de todos os seres humanos. O que tem existência física são pessoas, suas histórias e singularidades.

Se você quer participar desse projeto ou gostaria que seus familiares com mais de 80 anos participem, entre em contato com  http://tinyurl.com/80mais

Anticorpos contra Aids


Posted: 01 Nov 2012 01:20 PM PDT

MARIA GUIMARÃES | Edição Online 10:19 25 de outubro de 2012

Uma combinação de anticorpos ultrapotentes pode ser um novo rumo para combater o vírus causador da Aids, HIV-1, segundo mostra artigo na Nature desta semana (25/10) liderado pelo imunologista brasileiro Michel Nussenzweig.
Pesquisador da Universidade Rockefeller, em Nova York, Nussenzweig há anos busca formas de usar anticorpos como base de uma vacina contra o HIV (ver Coquetel de anticorpos). Mas o medicamento a que chegou agora não é uma vacina. “Para isso, teríamos que ensinar o sistema imunológico”, explica, “trata-se de um tratamento passivo”. O segredo para uma batalha bem-sucedida pode estar no uso de conjuntos de anticorpos que ataquem diferentes partes do vírus, dificultando a corrida evolutiva na qual os microrganismos costumam ganhar dos pesquisadores.
O estudo foi feito em camundongos artificialmente dotados de sistema imunológico humano, o que os torna suscetíveis ao vírus da Aids. As armas usadas contra os vírus são anticorpos mais potentes do que os habituais, produzidos naturalmente por alguns pacientes humanos e em seguida reproduzidos em laboratório como anticorpos monoclonais. O trabalho do grupo de Nussenzweig mostrou que o tratamento com um único anticorpo reduz a carga viral, mas ela volta a subir duas semanas depois de encerrada a medicação. Uma combinação de três anticorpos teve resultados um pouco melhores, mas o tratamento mais promissor reuniu cinco desses componentes do sistema imunológico. Neste último caso, alguns dos camundongos testados mantiveram níveis virais abaixo do detectável por 60 dias depois de encerrado o tratamento. “Estamos agora buscando otimizar, de maneira a poder usar um único anticorpo”, conta Nussenzweig, que já sabe em qual parte do vírus deve mirar para evitar que ele escape por meio de mutações.
Uma vantagem importante dessa estratégia, em comparação aos coquetéis de antivirais, é a falta de efeitos adversos, já que os anticorpos não são estranhos ao organismo. O efeito de longa duração se deve a sua permanência mais prolongada, em relação aos medicamentos. Essa permanência, ou meia-vida, é ainda mais longa em seres humanos do que roedores, o que pode revelar boas surpresas quando forem iniciados os testes clínicos. O pesquisador ainda é cauteloso: “não achamos que podemos curar as pessoas assim, mas temos que tentar”. Se conseguir desenvolver um medicamento que precise ser usado apenas uma ou duas vezes por ano, já é um grande avanço em relação ao coquetel antirretroviral usado hoje.
Michel Nussenzweig vive nos Estados Unidos desde a infância, quando os pais, os pesquisadores Victor e Ruth, se instalaram por lá para um pós-doutorado. Victor teve recentemente um projeto aprovado dentro do São Paulo Excellence Chairs (SPEC), programa piloto da FAPESP que busca estabelecer colaborações entre instituições de pesquisa de São Paulo e cientistas de alto nível radicados no exterior.

Cientistas criam mapa da variação genética em seres humanos


Posted: 01 Nov 2012 01:16 PM PDT

Do G1, em São Paulo

Cientistas analisaram o genoma de 1.092 pessoas de 14 populações da Europa, Ásia, África e das Américas para criar um mapa da variação genética em seres humanos. O estudo com as informações foi publicado nesta quarta-feira (31), no site da revista “Nature”.
Um dos objetivos do mapeamento é dar recursos para entender o papel da variação genética em doenças, como problemas cardíacos, câncer e outros. O levantamento também vai ajudar a compreender características dos seres humanos, segundo os pesquisadores.
Os cientistas relataram, no estudo, ter identificado aproximadamente 38 milhões de variações de DNA do tipo conhecido como polimorfismo de nucleotídeo único (SNP, na sigla em inglês), considerado um dos mais comuns, além de outros gêneros de variação genética.
Segundo a pesquisa, os 38 milhões de variantes registradas equivalem a 98% do total de variações genéticas do tipo SNP, presentes em 1% das populações. O mapa faz parte do “Projeto 1000 Genomas”.
O levantamento indica haver diferenças nas variações genéticas raras encontradas em indivíduos que vivem em locais distantes uns dos outros. Variações de DNA comuns, no entanto, aparecem de maneira similar em várias populações, de acordo com os cientistas.

Cientistas criam embrião saudável a partir de três doadores


Posted: 01 Nov 2012 01:13 PM PDT

Michelle Roberts
BBC

Atualizado em  24 de outubro, 2012 – 22:33 (Brasília) 00:33 GMT
Cientistas americanos anunciaram nesta quarta-feira ter criado embriões saudáveis a partir de três doadores.
Segundo eles, o novo tratamento de fertilização in vitro, que já causou polêmica, foi testado em humanos e em animais e gerou resultados “promissores”.
A descoberta foi publicada na revista científica Nature.
Os embriões humanos foram criados em laboratório e tinham aparência normal, enquanto macacos nascidos por meio da mesma técnica permanecem “saudáveis”, disseram os especialistas. Os animais têm três anos de idade.
Uma consulta pública sobre os padrões éticos do uso desse tratamento deve ser realizada no Reino Unido nos próximos dias.
O resultado será encaminhado ao secretário de Saúde do país (cargo equivalente ao do ministro da Saúde brasileiro) no ano que vem.
A técnica foi concebida para prevenir doenças mitocondriais fatais e debilitantes, que são passadas das mães para os filhos e que também causam fraqueza muscular, cegueira e insuficiência cardíaca.
O tratamento envolvendo os três doadores usa a informação genética central da mãe e do pai e a insere em um embrião de um doador com mitocôndrias sadias.
As mitocôndrias estão presentes no citoplasma dos óvulos – tal como a clara do ovo de uma galinha. Elas contém somente uma pequena fração do material genético e são responsáveis por determinar características como a textura do cabelo ou a cor dos olhos contidas no núcleo – um pontinho da gema, na mesma analogia.
Os cientistas vêm estudando duas maneiras de criar embriões a partir de três doadores.
Uma delas é tirar o núcleo do óvulo da mãe e inseri-lo em um óvulo de uma doadora que possui mitocôndrias saudáveis e que teve seu núcleo previamente removido. Esse novo óvulo poderá, então, ser fertilizado com o esperma do pai.
A outra forma é fertilizar o óvulo da mãe primeira antes de remover seu núcleo e inseri-lo no embrião de um doador.
O estudo conduzido pelos cientistas americanos centrou-se na primeira opção.

Teste

Para dar início à pesquisa, a equipe colheu óvulos de sete mulheres que concordaram em participar do experimento.
Os cientistas, então, substituíram o DNA mitocondrial em 65 óvulos e, durante aproximadamente uma semana, analisaram a evolução do material.
A taxa de fertilização foi similar em 33 dos óvulos que não haviam sido previamente manipulados, embora metade deles possuía alguma anormalidade.
Os que fertilizaram se desenvolveram até o estágio blastocístico cinco ou seis dias depois, patamar em que os embriões oriundos de fertilização in vitro são normalmente transferidos para as trompas da mãe – em uma taxa de controle similar.
Masahito Tachibana e sua equipe afirmaram que a pesquisa revela que a técnica pode funcionar, pelo menos, em laboratório. Ainda não se sabe, contudo, se o procedimento poderia originar um bebê saudável.
Os cientistas agora querem saber se podem fazer mais estudos para assegurar que o tratamento é seguro.
Mary Herbert, professora da Universidade de Newscastle e especialista no tema, também vem estudando a fertilização in vitro a partir de três doadores, mas usando um outro método que tira o núcleo de um embrião já fertilizado.
Ela descreveu as últimas descobertas como “encorajadoras” e disse que elas serviam de prova de que o procedimento estava no caminho certo, embora tenha defendido que sua técnica apresentará melhores resultados.

Futuro

Antes de qualquer um dos métodos ser usado para ajudar casais a terem bebês saudáveis, o governo britânico precisará aprovar o tratamento, que receberá uma licença do órgão regulador – a Human Fertilisation and Embryology Authority (HFEA).
Uma aprovação nos mesmos moldes também terá de ser feita em outros países.
No ano passado, a HFEA revisou a efetividade científica das duas técnicas. No documento final, o órgão regulador decidiu que os dois métodos poderiam ser úteis em prevenir uma anormalidade mitocondrial, mas recomendou que novos experimentos fossem feitos para garantir a segurança do procedimento.
Para Peter Braude, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade King’s College London, “é exatamente sobre esse tipo de ciência que o comitê de especialistas da HFEA cobra mais testes, de modo a averiguar a eficiência da técnica”.
“Entretanto, ainda temos um longo caminho a percorrer até que o tratamento possa ser usado em humanos”, acrescentou.
Segundo Braude, “apenas um em cada cinco embriões fertilizados normalmente chegam ao estágio em que podem ser implantados”.
“Isso significa que para se ter certeza de quais embriões podem ser transferidos, em torno de 12 embriões são necessários, o que nem sempre é possível em um tratamento de fertilização in vitro”.

Clonagem da ovelha Dolly abre caminho para futura prevenção de doenças mitocondriais


Posted: 01 Nov 2012 01:08 PM PDT

Na semana passada escrevi que a morte prematura de Keith Campbell,  que juntamente com Ian Wilmut clonou a ovelha Dolly, foi uma triste notícia. Recordando: esses dois pesquisadores mostraram pela primeira vez que era possível, a partir de uma célula diferenciada (a glândula mamária) gerar um clone do animal de onde havia sido retirada a célula. Em 1996 foi anunciado o nascimento da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado. Na época, isso gerou notícias alarmantes: vão clonar seres humanos! Estão brincando de Deus!
Nada disso aconteceu e na realidade o grande feito de Keith Campbell e Ian Wilmut foi abrir o campo das pesquisas com células-tronco. Eles mostraram, pela primeira vez, que uma célula adulta poderia ser reprogramada e voltar ao estágio de célula embrionária, com potencial de formar qualquer tecido. Isso abriu o campo de pesquisas com células-tronco que hoje oferece esperança de tratamento para inúmeras doenças e condições. Na minha opinião, os dois também mereciam um prêmio Nobel. Infelizmente Campbell faleceu antes de recebê-lo. Mas o que tem isso a ver com as doenças mitocondriais?

Tudo começou com a técnica de transferência de núcleos que gerou a ovelha  Dolly
Para conseguir clonar a ovelha Dolly, os pesquisadores usaram uma técnica de transferência de núcleos. Isto é, retiraram o núcleo de uma célula da glândula mamária de Dolly que foi transferido para um óvulo sem núcleo. Esse óvulo foi então inserido no útero de uma outra ovelha. Não foi um processo fácil. Foram 277 tentativas, mas finalmente a experiência foi bem sucedida e a famosa Dolly foi gerada. Estava provado que, através da transferência de núcleos de uma célula já diferenciada para um óvulo sem núcleo, é possível reprogramar essa célula para que ela volte ao estágio de célula embrionária totipotente e seja capaz de gerar um indivíduo, se colocada em útero.
Depois disso foram realizadas inúmeras experiências frustradas para tentar reprogramar células com essa técnica – a chamada  clonagem terapêutica -  não para gerar clones, mas células-tronco pluripotentes em laboratório. Felizmente, Yamanaka descobriu uma maneira muito mais fácil de reprogramar células diferenciadas – as células IPS (induced pluripotent stem-cells) que lhe deram o prêmio Nobel. Mas não são as células IPS e sim a técnica de transferência de núcleos que poderá permitir a mulheres portadoras de doenças mitocondriais gerar descendentes saudáveis.

Como essa metodologia pode ajudar nas doenças mitocondriais?
Recordando, as mitocôndrias são estruturas que ficam nas células ao redor do núcleo (citoplasma) e que são uma fábrica de energia para a célula. Embora quase todo o nosso DNA esteja dentro do núcleo da célula, as mitocôndrias também possuem um tipo especial de DNA – o chamado DNA mitocondrial. Esse DNA praticamente não influencia as nossas características genéticas, mas mutações no DNA mitocondrial causam doenças que podem ser muito graves. Estima-se que elas atingem uma em cada 5.000 pessoas. Como as mitocôndrias são transmitidas através do óvulo (e não do espermatozoide), se uma mulher tiver um doença mitocondrial ela será transmitida a seus descendentes. Como prevenir?

A  transferência do núcleo de um óvulo com mitocôndrias  “alteradas” para outro com mitocôndrias sadias pode prevenir  a transmissão de doença mitocondrial para os descendentes
A estratégia de transferência de núcleos de um óvulo para outro já foi realizada com sucesso em macacos há três anos pela equipe coordenada  pelo pesquisador Shoukhrat Mitalipov. Na época, foram gerados quatro macacos que continuam saudáveis até hoje.  Agora, a mesma equipe conseguiu criar embriões humanos nos quais todas as mitocôndrias vieram de outra doadora.  Isto é, o núcleo do óvulo onde estão as informações genéticas foram retiradas do óvulo com mitocôndrias alteradas, transferido para um óvulo enucleado com mitocôndrias saudáveis e fertilizado então por um espermatozoide para criar um embrião. Os  embriões humanos não foram implantados em útero como no caso dos macacos, mas foram cultivados até  o estágio de blastocistos (cerca de 100 células) e geraram linhagens celulares aparentemente normais. A pesquisa acaba de ser publicada na revista Nature .

Ainda há problemas a serem resolvidos
Segundo os autores da pesquisa, cerca de 50% dos óvulos apresentaram problemas e não conseguiram ser fertilizados. Aparentemente os óvulos humanos seriam mais sensíveis do que os das macacas. Mas os cientistas responsáveis por essa experiência  afirmam que cerca de 20% dos óvulos produziram embriões que poderiam ter sido transferidos para um útero se a legislação já aprovasse essa técnica. Essa possibilidade, que está sendo chamada por alguns  de “bebês com três genitores” já está gerando novas questões éticas. Na realidade, a transferência de mitocôndrias saudáveis poderia ser comparada com um transplante de órgãos, nada mais do que isso. Mas para mulheres portadoras de doenças mitocondriais a aprovação dessa prática poderá lhes permitir gerar bebês saudáveis, algo que aguardam há muito tempo. Eu torço para que isso seja possível o quanto antes. E você: é a favor ou não da aprovação dessa tecnologia?

Por Mayana Zatz

domingo, 9 de dezembro de 2012

15 000 acessos

Obrigados a todos pela visita!!!
Professor Anderson Luz

Endereço das Secretárias de Guarulhos

Prefeitura Municipal de Guarulhos
Prefeito: Sebastião Almeida
Vice-Prefeito: Carlos Derman
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Tel.: Gabinete: 2475-8600
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Chefia de Gabinete
Chefe de Gabinete: Helio Donizete Arantes
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Tel.: 2475-8607 / 8608 - Tel./Fax: 2440-2258

Secretaria de Administração e Modernização - SAM
Secretário: Vitor Kleber Almeida Santos 
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Tel.: (11) 2423-7402

Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social e Cidadania - SDAS
Secretário: Ulisses Correia
Rua Santana do Jacaré, 84 - Jardim Bom Clima - 07122-200
Tel.: (11) 2087-7400

Secretaria de Assuntos Jurídicos
Secretário: Severino José da Silva Filho
Av. Timóteo Penteado, 1474 - Vila Progresso - CEP: 07094-000
Tel.: (11) 2453-6802

Secretaria de Assuntos Legislativos
Secretário: Rafael Bertoldo Paredes Giovanni
Av. Bom Clima, 91 - Bom Clima - CEP: 07196-220
Tel.: (11) 2475-8614

Secretaria para Assuntos de Segurança Pública
Secretário: Marcelo Fernando Pavão Charaba
Rua Sete de Setembro, 164 - Centro - 07011-020
Tel.: (11) 2475-9444 - Fax: (11) 2409-6280

Secretaria de Comunicação
Secretário: Eder Marcos Paschoal
Av. Tiradentes, 2.140 - Vila São Jorge - CEP: 07113-001
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Secretária: Adriana Galvão Farias
Adamastor Centro
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Tel: (11) 2087-4160 / (11) 2443-2155 - Fax: (11) 2087-4161

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Tel.: (11) 2475-7920 - Fax: (11) 2409-7813

Secretaria de Desenvolvimento Urbano
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Rua Abílio Ramos, 122 - Macedo - CEP: 07113-090
Tel.: (11) 2475-7300 - Fax: (11) 2479-3889

Secretaria de Esporte, Recreação e Lazer
Secretário: Edivaldo Moreira Barros
Rua Gastão Vidigal, 120 - Centro - 07090-150
Tels.: (11) 2087-6858

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Tel.: (11) 2423-8614

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Secretário: Orlando Fantazzini Neto
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Tel.: (11) 2088-5600 / 5602

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Secretário: Marco Aurélio Cardoso Carvalho 
Rua Antonio Vita, 09 - Jd. Maia - 07114-010
Tel/Fax.: (11) 2475-1348 / 9867

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Secretário: João Marques Luiz Neto
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Secretária: Maria Helena Ribeiro
Rua Bráulio Guedes, 142 - Gopoúva
Tel.: (11) 2468-7200

Secretaria da Saúde
Secretário: Teresa Pinho de Almeida Tashiro
Rua Íris, 300 - Sala 35 - Gopoúva
Tel.: (11) 2472-5000

Secretaria do Trabalho
Secretário: José João de Macedo
Avenida Salgado Filho, 427 - Centro
Tel.: (11) 2475-9702

Secretaria de Transportes e Trânsito
Secretário: Atílio André Pereira
Rua Dora, 18 - Vila Barros
Tel.: PABX (11) 2402-6200

Coordenadoria da Juventude
Coordenadora: Erika Gomes Silva
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Tel.: (11) 2475-8616

Coordenadoria de Assuntos Aeroportuários
Coordenador: Miguel Nelson Choueri
Rua João Bernardo de Medeiros, 160 - Bom Clima
Tels.: (11) 2087-4430

Coordenadoria do Fundo Social de Solidariedade
Presidente: Lourdes Almeida
Coordenadora: Andréa dos Santos Grucci de Oliveira
Alameda Tutóia, 534 - Gopoúva
Tel.: (11) 2472-5175

Coordenadoria da Mulher
Coordenadora: Hedy Maselli Cabrera de Almeida
Rua Francisco Antonio de Miranda, 65 – Centro
Tel.: (11) 2472-6926 / (11) 2441-0019

Coordenadoria da Igualdade Racial
Coordenadora: Edna Maria Santos Roland
Rua Nossa Senhora de Lourdes, 811 – Vila Galvão
Tel.: (11) 2452-7366

Coordenadoria de Defesa Civil
Coordenador: Paulo Victor Novaes
Rua Orlândia, 261 - Jardim Santa Francisca
Tel.: (11) 2461-9286

Coordenadoria de Relações Federativas
Coordenadora: Roseli de Fátima Ferreira 
Avenida Bom Clima, 91 – Jardim Bom Clima
Tel.: (11) 2475-8678 / (11) 2475-8698

Coordenadoria de Relações Internacionais
Coordenador: Fernando Santomauro
Rua Santana do Jacaré, 91 - Bom Clima
Tel.: (11) 2087-7620

Coordenadoria para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência
Coordenador: Firmino Manoel da Silva
Parque Municipal Julio Fracalanza
Rua Rua Joaquim Miranda, 471 - - Vila Augusta
Tel.: (11) 2414-3685

"Boa noite.
Em janeiro eu atualizarei os nomes dos secretários e coordenadores."

Professor Anderson Luz

sábado, 8 de dezembro de 2012

GUARULHOS 452 anos


Foto: Google imagens 08/12/2012

GUARULHOS 452 anos
Quase cinco séculos de lutas e conquistas dessa cidade que é a 13° mais populosa do Brasil.
Tenho orgulho de fazer parte dessa história.
Parabéns Guarulhos!

Homenagem:
Professor Anderson Luz